Para que serve o tubo de concreto?
O tubo de concreto serve para conduzir água — pluvial, esgoto sanitário, drenagem ou efluente — sob a terra, em obras que vão da entrada de uma propriedade rural até a galeria principal de uma cidade. É a peça base de qualquer sistema de drenagem ou esgoto conduzido por gravidade.
Conhecido também como manilha de concreto, é uma peça circular pré-moldada, autoportante, projetada para resistir ao peso do aterro acima e às cargas que passam por cima. Tem vida útil de cerca de 100 anos quando fabricado e instalado segundo a ABNT NBR 8890 — a norma que regula a fabricação para água pluvial e esgoto.
A faixa de uso vai do Ø20 cm — drenagem doméstica e fossa séptica pequena — até Ø150 cm e maior — galeria principal, travessia de córrego, drenagem de avenida. O que muda de uma aplicação para outra é a combinação de quatro coisas: diâmetro, classe de resistência, encaixe e tipo de junta. Cada aplicação pede uma combinação diferente, e as próximas seções mostram qual é cada uma.
Aplicações em propriedade — entrada, bueiro de acesso, drenagem de muro
Em obras de propriedade, o tubo de concreto serve para a travessia da sarjeta na entrada de carro, o bueiro sob estrada vicinal, a drenagem por trás de muro de arrimo e a manilha para fossa séptica. São as aplicações mais comuns de quem constrói no interior, em loteamento rural ou em chácara.
A entrada de garagem que cruza uma sarjeta exige um tubo de pelo menos Ø30 cm — Ø40 quando há acúmulo grande de chuva — para que a água da rua continue fluindo embaixo do acesso. O tubo fica enterrado, com inclinação leve, e a entrada de veículos passa por cima do aterro compactado.
O bueiro de estrada vicinal atravessa a estrada para deixar a água passar de um lado ao outro. Aqui o diâmetro depende do volume de chuva: Ø40 a Ø60 cm para terrenos pequenos, Ø80 cm para travessias de córrego sazonal.
A drenagem atrás de muro de arrimo usa tubo dreno perfurado, do Ø20 ao Ø60 cm conforme a altura do muro. Esta aplicação tem página dedicada.
Para quem é: proprietário rural, dono de chácara, construtor de casa em loteamento.
O que pedir no orçamento: Ø30, Ø40 ou Ø50 cm; classe PA1 ou PA2; encaixe PB (ponta e bolsa); junta rígida.
Aplicações em loteamento e via local — galeria de rua, ramal de esgoto
Em obras de loteamento e via local, o tubo de concreto forma a galeria pluvial da rua e o ramal de esgoto sanitário. São os “primeiros metros” do sistema urbano — antes do tubo chegar à galeria principal, ele passa pelo trecho do loteamento.
A galeria pluvial de rua de loteamento típico usa Ø40 a Ø80 cm dependendo da extensão e da vazão de projeto, com classe PA2 para suportar o trânsito normal da via. Recebe a água das bocas de lobo das esquinas e leva até o ponto de descarga — córrego, galeria principal da prefeitura, ou bacia de retenção.
O ramal de esgoto sanitário do loteamento — quando a rede pública chega até ele — usa tubo de concreto Ø30 cm em diante, com junta elástica obrigatória e cimento RS (resistente a sulfatos) conforme a ABNT NBR 16697. O esgoto é corrosivo, e a junta elástica garante estanqueidade.
A drenagem de pátio comercial ou industrial de pequeno porte segue a mesma faixa de Ø40 a Ø80 cm, com classe PA2 ou PA3 dependendo do peso de caminhões que passam por cima.
Para quem é: construtora de loteamento, dono de pátio comercial, gestor de obra de via local.
O que pedir no orçamento: Ø40, Ø60 ou Ø80 cm; classe PA2 ou PA3; encaixe PB; junta rígida para pluvial e junta elástica para esgoto.
Nota — a Central trabalha apenas com junta rígida. Para esgoto sanitário pressurizado a peça correta é a de junta elástica, e indicamos o caminho na conversa (veja a seção 5).
Aplicações em infraestrutura urbana — galeria principal, travessia de córrego
Em obras de infraestrutura urbana, o tubo de concreto forma a galeria principal de avenida, a travessia de córrego sob via pública e a canalização de trechos de rio em área urbana. São as aplicações de maior diâmetro — Ø100 cm em diante — e maior classe de resistência.
A galeria principal de avenida recebe a água de várias galerias menores e leva ao despejo final. Usa Ø100, Ø120, Ø150 cm — e em obras muito grandes, diâmetros que passam dos dois metros (fora da faixa da Central). Classe PA3 a PA4, suportando carga rodoviária pesada.
A travessia de córrego sob via pública segue o mesmo perfil: diâmetro grande para a vazão de pico de chuva, classe alta para o peso da via acima. Quando a seção retangular faz mais sentido — córregos com fundo plano —, a peça correta é a aduela (galeria celular), não o tubo circular.
A canalização de trecho urbano de rio combina aduelas ou tubos de grande diâmetro com elementos pré-moldados de captação — boca de lobo, poço de visita, caixa de passagem.
Para quem é: prefeitura, secretaria de obras, construtora de infraestrutura urbana.
O que pedir no orçamento: Ø100 a Ø150 cm; classe PA3 ou PA4; encaixe PB; junta rígida — ou aduela quando a seção for retangular.
Esgoto sanitário — quando o tubo é a peça obrigatória
Em rede de esgoto sanitário, o tubo de concreto é a peça padrão exigida pela ABNT NBR 8890 com três condições adicionais: cimento resistente a sulfatos (RS), encaixe ponta e bolsa, e junta elástica. Sem esses três, o tubo não atende à norma para esgoto.
O motivo é químico. O esgoto sanitário gera gás sulfídrico que ataca o concreto comum ao longo dos anos. O cimento RS, especificado pela ABNT NBR 16697, foi formulado justamente para resistir a esse ataque. A junta elástica garante a estanqueidade contra vazamentos — qualquer infiltração na rede de esgoto contamina lençol freático.
A execução de obra de esgoto e drenagem com tubos e aduelas de concreto segue uma norma específica, a ABNT NBR 15645, que cobre desde a escavação da vala até o reaterro compactado.
Para quem é: concessionária de saneamento, prefeitura, construtora com projeto aprovado pela companhia local.
Importante sobre a Central. A Central do Concreto trabalha com junta rígida — adequada para drenagem pluvial e para a maioria das aplicações em propriedade e loteamento, mas não para esgoto sanitário pressurizado. Quando a obra exige junta elástica para esgoto, ajudamos a indicar o caminho.
Fossa séptica, filtro anaeróbio e sumidouro
Em zona rural ou propriedade fora da rede pública de coleta, o sistema completo de tratamento doméstico de esgoto usa três peças de tubo de concreto: a fossa séptica (tanque primário), o filtro anaeróbio (tratamento secundário) e o sumidouro (infiltração do líquido tratado no solo). Os três usam manilha de concreto liso de diâmetro grande, geralmente Ø80, Ø100 ou Ø120 cm.
A fossa séptica recebe o esgoto da casa. Dentro dela, os sólidos decantam no fundo (lodo) e os líquidos seguem para o filtro. É construída com manilha fechada — fundo selado — para impedir contaminação do solo.
O filtro anaeróbio recebe o líquido da fossa e o faz passar por uma camada de brita, onde bactérias degradam a matéria orgânica restante. Também precisa de fundo selado.
O sumidouro é a terceira peça e a única com paredes permeáveis — usa manilha perfurada ou com fundo aberto, permitindo que o líquido já tratado se infiltre no solo sem contaminar.
A ABNT NBR 7229 trata do projeto, construção e operação desses sistemas em obras sem rede pública de coleta.
Para quem é: proprietário rural, dono de chácara, construção em local sem rede pública de esgoto.
O que pedir na Central: manilha lisa Ø80, Ø100 ou Ø120 cm para fossa e filtro; manilha do mesmo diâmetro para sumidouro — a perfuração lateral pode ser feita em obra ou indicada no momento do pedido.
Como saber qual tubo cada aplicação pede?
A escolha do tubo certo para cada aplicação combina quatro decisões: diâmetro, classe de resistência, encaixe e tipo de junta. Cada uma resolve uma necessidade específica e, juntas, definem a peça correta.
Passo 1 — Defina a vazão e o diâmetro. A vazão depende do volume de chuva da região (em mm/h) e da área de captação. Para obras pequenas, a regra prática é: Ø30 cm para entradas e drenagens leves; Ø40 a Ø60 cm para bueiros rurais; Ø80 cm em diante para galeria. Para obras maiores, o cálculo segue a ABNT NBR 9648 e o manual técnico da ABTC. Veja também a página de diâmetros para a tabela completa.
Passo 2 — Defina a classe de resistência conforme o tráfego. PS1 e PS2 (simples) para áreas sem trânsito. PA1 e PA2 para tráfego residencial e via local. PA3 e PA4 para rodovia e zona industrial pesada. A página de classes cobre essa decisão em detalhe.
Passo 3 — Escolha o encaixe. PB (ponta e bolsa) é o padrão da Central e atende a maioria das aplicações em drenagem. MF (macho e fêmea) é alternativa em alguns casos. A diferença está na página de encaixes.
Passo 4 — Escolha a junta. Junta rígida (JR) para drenagem pluvial — é o que a Central trabalha. Junta elástica (JE) para esgoto sanitário — obrigatória por norma.
| Aplicação | Diâmetro típico | Classe | Encaixe | Junta |
|---|---|---|---|---|
| Entrada de propriedade | Ø30 a Ø40 cm | PA1 | PB | JR |
| Bueiro de acesso (estrada vicinal) | Ø40 a Ø60 cm | PA1 ou PA2 | PB | JR |
| Drenagem de muro de arrimo | Ø20 a Ø40 cm (perfurado) | PA1 | PB | JR |
| Galeria de loteamento | Ø40 a Ø80 cm | PA2 | PB | JR |
| Galeria principal urbana | Ø100 a Ø150 cm | PA3 ou PA4 | PB | JR |
| Travessia de córrego urbano | Ø100 a Ø150 cm | PA3 ou PA4 | PB | JR |
| Esgoto sanitário | Ø30 a Ø80 cm | PA1 a PA3 | PB | JE (não disponível na Central) |
| Fossa séptica, filtro, sumidouro | Ø80 a Ø120 cm (manilha lisa) | PA1 | PB | JR |
Aplicações atendidas pela Central do Concreto
A Central do Concreto trabalha com tubos do Ø20 ao Ø150 cm em pronta entrega — todos os diâmetros disponíveis, sem “sob consulta”. O comprimento útil padrão é de 1,00 m em todos os tubos, o que simplifica o cálculo: basta dividir o comprimento da vala por 1 metro para saber quantas peças.
O encaixe é PB (ponta e bolsa) com junta rígida — adequado para todas as aplicações em drenagem pluvial, drenagem de propriedade, galeria de loteamento, travessia de estrada vicinal, drenagem de pátio e fossa séptica.
Atendemos Ivoti e cidades em raio de aproximadamente 50 km: Novo Hamburgo, Estância Velha, Dois Irmãos, Lindolfo Collor, Presidente Lucena, Bom Princípio, São José do Hortêncio, Campo Bom, Sapiranga, Morro Reuter, Picada Café, Santa Maria do Herval, Nova Petrópolis, Gramado e Canela. Entrega com caminhão próprio. Além do fornecimento, a Central também executa a instalação quando o cliente prefere o serviço completo.